{"id":1075,"date":"2025-05-13T21:12:00","date_gmt":"2025-05-14T00:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/roteirodopinhao.com.br\/?p=1075"},"modified":"2026-04-27T10:55:55","modified_gmt":"2026-04-27T13:55:55","slug":"valorizacao-da-sociobiodiversidade-e-o-objetivo-de-projeto-financiado-pelo-mda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteirodopinhao.com.br\/index.php\/2025\/05\/13\/valorizacao-da-sociobiodiversidade-e-o-objetivo-de-projeto-financiado-pelo-mda\/","title":{"rendered":"Valoriza\u00e7\u00e3o da sociobiodiversidade \u00e9 o objetivo de projeto financiado pelo MDA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Promover a qualidade de vida dos agricultores familiares e extrativistas do pinh\u00e3o que vivem no Planalto Serrano do estado Santa Catarina e conservar a biodiversidade e os saberes das popula\u00e7\u00f5es locais s\u00e3o os objetivos do projeto \u201cRoteiro da Sociobiodiversidade do Pinh\u00e3o na Serra Catarinense\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De iniciativa do Cons\u00f3rcio Intermunicipal Serra Catarinense (CISAMA), e com investimento do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Agricultura Familiar (MDA), o projeto \u00e9 desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Agroecossistemas (PGA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e tamb\u00e9m do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Planejamento Territorial e Gest\u00e3o Socioambiental (PPGPLAN) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro importante parceiro e executor do projeto \u00e9 o Centro Vianei de Educa\u00e7\u00e3o Popular, a ONG mais antiga do estado, que tem sede em Lages e possui papel preponderante na implanta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento para os agricultores familiares e a agroecologia na regi\u00e3o serrana. Dez munic\u00edpios integrantes do CISAMA s\u00e3o parceiros das a\u00e7\u00f5es do projeto: Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Cap\u00e3o Alto, Lages, Painel, S\u00e3o Joaquim, S\u00e3o Jos\u00e9 do Cerrito, Urubici e Urupema<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto \u201cRoteiro da Sociobiodiversidade do Pinh\u00e3o na Serra Catarinense\u201d est\u00e1 organizado em quatro metas que pretendem promover a cria\u00e7\u00e3o de um sistema produtivo sustent\u00e1vel a partir da valoriza\u00e7\u00e3o do pinheiro brasileiro (arauc\u00e1ria), \u00e1rvore nativa da regi\u00e3o, que produz o pinh\u00e3o, semente comest\u00edvel da arauc\u00e1ria muito apreciada pela popula\u00e7\u00e3o local e por turistas, sendo utilizada em diferentes prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias, como a pa\u00e7oca e o famoso entrevero de pinh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Ana Elsa Munarini, diretora de Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA, a valoriza\u00e7\u00e3o de produtos da sociobiodiversidade dialoga diretamente com as metas de transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que o Brasil apresentar\u00e1 para o mundo. \u201cO pinh\u00e3o, inclusive, est\u00e1 sendo estudado para se tornar um dos Sistemas de Patrim\u00f3nio Agr\u00edcola de Import\u00e2ncia Global. Seu manejo possui elementos ambientais e culturais muito valorosos\u201d. Ela tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da agricultura familiar na prote\u00e7\u00e3o e desenvolvimento desses sistemas. \u201cS\u00e3o fam\u00edlias que possuem d\u00e9cadas de tradi\u00e7\u00e3o nessas produ\u00e7\u00f5es, e n\u00f3s entendemos como estrat\u00e9gicas para o sucesso dessas pr\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com dados do Programa Pr\u00f3-Esp\u00e9cies do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA), existem cerca de 12 mil fam\u00edlias que colhem pinh\u00e3o no Planalto Serrano Catarinense, sendo que para 30% delas a atividade \u00e9 uma das principais fontes de renda. Essas fam\u00edlias s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 75% da produ\u00e7\u00e3o de pinh\u00e3o de todo o estado de Santa Catarina. A elabora\u00e7\u00e3o de planos de manejo florestal sustent\u00e1vel com foco na conserva\u00e7\u00e3o das florestas de arauc\u00e1ria e dos campos de altitude \u2013 ambientes campestres nativos de alta diversidade vegetal que tamb\u00e9m integram a paisagem local \u2013 \u00e9 o foco de uma das metas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra meta prop\u00f5e a valoriza\u00e7\u00e3o dessa identidade cultural atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o de planos de desenvolvimento pensados de modo participativo com os agricultores familiares, extrativistas e outras pessoas da regi\u00e3o, para tornar atrativo tanto esses elementos culturais quanto os produtos, os servi\u00e7os e outras atividades caracter\u00edsticas da Serra Catarinense. Para essa meta \u00e9 mobilizado o enfoque te\u00f3rico-metodol\u00f3gico da Cesta de Bens e Servi\u00e7os Territoriais (CBST), que possibilita o reconhecimento dos elementos naturais e culturais espec\u00edficos do territ\u00f3rio e promove sua valoriza\u00e7\u00e3o de forma integrada, inserindo-os em estrat\u00e9gias de gera\u00e7\u00e3o de renda, priorizando as comunidades locais menos favorecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conhecimento tradicional e qualidade de vida s\u00e3o pontos-chave para reconhecimento das popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Serra Catarinense<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Natal Jo\u00e3o Magnanti, do Centro Vianei de Educa\u00e7\u00e3o Popular, \u201co mote das a\u00e7\u00f5es do projeto \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o pelo uso e essa no\u00e7\u00e3o te\u00f3rica est\u00e1 alicer\u00e7ada no conhecimento tradicional das popula\u00e7\u00f5es e na sua articula\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. As popula\u00e7\u00f5es tradicionais fazem isso muito bem, no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio documentar e necessariamente legalizar pr\u00e1ticas de manejo sustent\u00e1vel nos \u00f3rg\u00e3os ambientais. Esse \u00e9 um grande desafio j\u00e1 que a arauc\u00e1ria \u00e9 uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso est\u00e1 sendo feito atrav\u00e9s da oferta de assessoria para o beneficiamento e agroindustrializa\u00e7\u00e3o dos produtos oriundos dos SATs, agregando valor e aumentando a vida \u00fatil. Bem como o acesso dos produtos a circuitos curtos de comercializa\u00e7\u00e3o, incluindo as pol\u00edticas p\u00fablicas do PAA e PNAE. Esse ponto representa outra a\u00e7\u00e3o importante para promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel dessas popula\u00e7\u00f5es. Trata-se de articular um maior n\u00famero de agricultores familiares e extrativistas com pol\u00edticas p\u00fablicas de cr\u00e9dito rural e de mercados institucionais, incluindo os governos federal e estadual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conserva\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria \u00e9 central na Serra Catarinense<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na paisagem da Serra Catarinense, al\u00e9m da arauc\u00e1ria, elemento emblem\u00e1tico territorial, sempre estiveram presentes fortes componentes culturais das popula\u00e7\u00f5es locais compostas por povos ind\u00edgenas, tropeiros, imigrantes europeus (sobretudo portugueses e italianos). O territ\u00f3rio foi \u201cconstru\u00eddo\u201d com esses caldos culturais de interven\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Sel\u00eanio Sartori, diretor executivo do CISAMA, \u201cclaramente os agricultores familiares tradicionais s\u00e3o os que mais pr\u00f3ximo est\u00e3o de uma paisagem original da Serra Catarinense. Os usos e as atividades s\u00e3o extensivos e conservam a estratifica\u00e7\u00e3o original das florestas de arauc\u00e1rias e dos campos, que est\u00e3o associadas a atividades, como a pecu\u00e1ria extensiva, o extrativismo do pinh\u00e3o e frutas nativas, o plantio de pequenos pomares e hortas, entre outras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta de desenvolvimento sustent\u00e1vel do territ\u00f3rio com a identifica\u00e7\u00e3o dos Sistemas Agr\u00edcolas Tradicionais (SATs) pode viabilizar o arranjo produtivo, que resultar\u00e1 no fortalecimento dos agricultores familiares e extrativistas e abrir\u00e1 novos canais de comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos. Somado a isso, promover\u00e1 o fortalecimento da identidade cultural e a inclus\u00e3o produtiva dos agricultores familiares e extrativistas de pinh\u00e3o da Serra Catarinense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte \u2013 https:\/\/www.gov.br\/mda\/pt-br\/noticias\/2025\/05\/valorizacao-da-sociobiodiversidade-e-o-objetivo-de-projeto-financiado-pelo-mda<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promover a qualidade de vida dos agricultores familiares e extrativistas do pinh\u00e3o que vivem no Planalto Serrano do estado Santa Catarina e conservar a biodiversidade e os saberes das popula\u00e7\u00f5es locais s\u00e3o os objetivos do projeto \u201cRoteiro da Sociobiodiversidade do Pinh\u00e3o na Serra Catarinense\u201d. 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